IIGS Logo Boletim de notícias da IIGS - Maio/Junho 1999
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Esclarecer o passado através dos esquemas de nomenclatura
Por Penny Bonnar, pbonnar@win.bright.net
A genealogia pode ser comparada à resolução de um grande quebra-cabeças. Às vezes é necessário resolver vários enigmas para se poder estabelecer a ligação entre pais e filhos.

Nós, os genealogistas, baseamo-nos principalmente nos nomes e datas dos registos paroquiais, governamentais e privados. E não é verdade que estamos gratos a todos aqueles que consideraram importante assentar não só os nomes e as datas, mas também outros detalhes como profissão e parentesco?

Na maior parte dos casos, os detalhes que descobrimos sobre os nossos antepassados são bastante imprecisos. E, a certo ponto, o quebra-cabeças que estamos a tentar reconstruir, parece uma parede inflexível, na qual nos apetece bater a cabeça de frustração.

É nestas alturas que é necessário utilizar um método que não seja evidente. Por exemplo, pesquisei uma das minhas ascendências até meados de 1770, altura em que se me deparou um obstáculo. Tive o azar de me deparar com três homens chamados Henricus, podendo qualquer deles ser o meu antepassado.

Cada um dos Henricus podia ser o pai do meu Anton e a única maneira de ter a certeza era descobrir quem era o pai de cada Henricus. Eu bem procurei nos registos na esperança de encontrar o fio à meada. Infelizmente, o padre responsável pelos registos de casamento, naquele tempo, não registou os nomes dos pais dos noivos.

Claro que nunca passou pela cabeça ao padre que um dia, uma descendente quereria saber o nome do pai do Henricus que casou com a Maria Christina. E embora o nome das testemunhas do casamento estejam no registo, não diz se são aparentados com noivos ou não.

Visto isto, que outras alternativas poderemos explorar? O esquema dos nomes próprios. Se eu estiver com sorte, os três homens chamados Henricus tiveram esse nome porque os pais seguiam a venerável tradição familiar do esquema dos nomes próprios. E mesmo, se no fim, só duas das famílias seguirem esta prática, eu poderei, por um processo de eliminação, determinar quem são os pais do meu Henricus.

No seu web site, Charles F. Kerchner, Jr., explica o esquema de nomenclatura praticado pelos descendentes dos alemães da Pensilvânia, durante o século XVIII (http://www.kerchner.com/germname.htm).

Kerchner descreve bem o esquema de nomenclatura comum em muitas famílias alemãs--o de dar a cada criança um nome espiritual favorito e um segundo nome que seria o nome laico ou nome de chamada.

Se tiver um ramo na família na qual todos os rapazes se chamam Johan or Johannes, a página web de Kerchner ajudá-lo-à a separá-los. Ou se estiver a nadar em Marias e não souber qual delas é a sua antepassada, leia a página de Kerchner.

Kerchner descreve três esquemas diferentes de uso comum entre os alemães que colonizaram a Pensilvânia. Pode ser que um deles o ajude a pôr os seus antepassados em ordem.

Na página http://freepages.genealogy.rootsweb.com/~rknowley/namingpatterns.html encontrará um esquema alemão e outro usado pelos ingleses e escoceses.

Os esquemas de nomenclatura usados pelos britânicos durante os séculos XVIII e XIX estão na página http://www.ourheritage.tierranet.com/naming-patterns.html.

Este site (http://www.intersurf.com/~rcollins/names.html) contém um artigo publicado na revista Colonial Homes de Fevereiro de 1996 e descreve o esquema de numenclatura da era colonial. De acordo com o artigo, os nomes próprios usados pelos colonos da Nova Inglaterra, ou eram de origem inglesa, ou de origem bíblica, ou tinham "significado moral."

Às vezes, as crianças recebiam nomes em honra de eventos em vez de pessoas. É normal haver crianças a quem puseram o nome de Humility (humildade) ou Chastity (castidade). O artigo também menciona outros nomes pouco usuais.

Um costume útil aos genealogistas era o usado pelos Quakers, que davam ao primogénito o nome dos avós.

Esquema de nomenclatura holandês
http://www.rootsweb.com/~ote/dtchnam.htm

Se alguns dos leitores souberem de esquemas de nomes própios comuns noutros países, enviem-mos para o endereço electrónico pbonnar@win.bright.net e eu publicá-los-ei no próximo número do Boletim de Notícias da IIGS™.


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Revisto: 10 de Janeiro de 2003