IIGS Logo Boletim de notícias da IIGS - Abril de 1999
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O genealogista frugal
Por Ardis Parshall, AEParshall@aol.com

O Genealogista Frugal foi publicado originalmente na lista GEN-EDITOR da Rootsweb, de 31 de Março de 1999. É reproduzida aqui com autorização do autor. O texto que se segue, contém excelentes conselhos práticos, seja qual for o orçamento do genealogista..

Tire partido da pesquisa que puder fazer no Centro da História de Familia ou outras fontes de informação locais, antes de pesquizar longe da sua cidade. Sei de pessoas que gastaram dinheiro em viagens de pesquisa, e acabaram por ver o mesmo rolo de microfilme que poderiam ter visto a uma milha de casa! Mesmo que queira eventualmente pesquizar noutros logares, se o orçamento lho permitir, é preferível que use essas deslocações para visitar cemitérios ou procurar registos que não tenham ainda sido microfilmados.

Seja organizado. Se os seus dados estão todos fora do sítio, pare com a pesquisa até acabar de organizar o que já tem em mãos. E assim evita a requisição de cópias de assentos em duplicado, ou porque se esqueceu de que já os tinha, ou porque um certificado importante ficou danificado por estar naquela pilha de papel que está constantemente a cair no chão e a ser pisada.

Com excepção dos artigos especiais, não precisa de possuir tudo você mesmo. Em vez de comprar, utilize os livros de referência e as revistas de genealogia disponíveis nas bibliotecas. Fotocopie as três páginas que dizem respeito à sua família em vez de comprar o livro inteiro.

Aprenda a escrever mensagens eficazes para enviar para a Roots-L ou outras listas electrónicas da Rootsweb. Muitas vezes, há pessoas em localidades distantes, que estão na disposição de visitar a biblioteca ou o tribunal, e arranjar para si cópias de registos, muito mais baratos do se os pedisse directamente ao arquivista. Na mensagem, descreva quais os passos que já deu para resolver o problema, de modo a não dar a impressão de que é preguiçoso, ou um principiante à espera de alguém que lhe faça o trabalho. Se tiver acesso a um bom arquivo, ofereça-se para pesquisar factos em troca do serviço recebido.

As fotocópias são interessantes, mas se fôr verdadeiramente frugal aprenderá a fazer as transcrições apropriadas em vez de adquirir fotocópias de tudo. Em vez de pagar 20 cêntimos por cada página de recenseamento, e que provàvelmente não está legível, use os formulários para esse fim, que há na maior parte das bibliotecas genealógicas. Faça sumários dos registos de terras em vez de fotocopiar todos os "reverso e reversos, restante e restantes, aluguéis, lucros e perdas " e demais verbosidade. (Sei que muitos não estarão de acordo comigo neste capítulo. Mas uma vez que se trata de *custos* de pesquisa, esta é uma opção para pessoas que têm mais tempo que dinheiro, que são cuidadosos na citação das fontes de informação, no caso de terem que que rever o registo, e que sabem distinguir entre documentos essenciais e mera informação que tem o mesmo valor seja ela manuscrita ou uma cópia fiel do original.)

Até estar pronto a finalizar (ha!) o seu trabalho, não se preocupe demasiado com os materiais de armazenamento. As capas não precisam de combinar na cor ou formato; os ficheiros podem ser já velhos, mas com novas etiquetas. (Mais uma vez, haverá quem não concorde. Não me refiro aqui ao armazenamento de fotografias ou documentos originais, mas às notas de trabalho e às fotocópias que não tenciona guardar.)

Quando pedir certidões para as conservatórias, mencione que se trata de pesquisa genealógica. Especifique também que não precisa da certificação na fotocópia. Às vezes não tem outro remédio senão pagar o preço normal da certidão; outras vezes a fotocópia do assento para fins genealógicos é mais barata.

Se conseguir a cooperação da família, arrange fotocópias das certidões que eles têm nos ficheiros de "papéis importantes", em vez de mandar pedir novas certidões para as conservatórias.

Se estiver satisfeito com o seu programa de base de dados, continue a usá-lo por mais tempo. Omita uma ou duas versões antes de actualizar, a não ser que a actualização resolva um problema que lhe tem dados dores de cabeça. Poupe o custo de impressão, não imprimindo todas as vezes que muda qualquer coisa na base de dados; pequenas correcções ou adicções podem ser anotadas à mão no ultimo impresso que tem.

Embora os meus preconceitos estéticos não me permitam aceitar uma fotocópia ou uma cópia digitalizada em vez de uma fotografia (a não ser que essa seja a única maneira de ter a foto), há pessoas que não têm os meus preconceitos e que consideram as fotos digitalizadas uma alternativa aceitável e mais em conta do que as despesas fotográficas.

Quando escrever a alguém a pedir dados genealógicos, inclua um formulário simples, feito por si, com espaços em branco onde quer que a pessoa ponha a informação que necessita. Não só poupará o dinheiro da compra dos formulários ornamentados, mas é também possível que receba uma resposta mais precisa dos tais primos que não percebem de genealogia, e que por certo acabariam por protelar o preenchimento de um formulário que não entendem.

Se tiver primos que lhe peçam cópias da sua pesquisa -- e se estiver na disposição de a partilhar -- não assuma que também tem que pagar pelo privilégio de lhes enviar uma cópia do seu trabalho. Peça-lhes que ajudem com os encargos da reprodução, ou com os portes de correio.

E se estiver MESMO atrabalhado, venda a televisão, venda o cão, arrange um segundo emprego. No fim de contas, há algo mais importante que a genealogia? <AH! AH!>


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Revisto: 21 de Abril de 1999