Boletim de notícias da IIGS - Abril de 1999
A lei dos direitos de autor é um assunto que vêm ao de cima, periòdicamente, nas listas de correio electrónico e "newsgroups." O trabalho do genealogista envolve a extracção de dados em obras de todos os géneros---compilações históricas publicadas, bases de dados electrónicas e documentos históricos, quer no original, quer em cópia microfilmada.
O genealogista transforma o fruto da sua investigação (dados extraídos), em histórias de família muito pessoais, que podem tomar vários formatos: histórias publicadas, ou em prosa, ou apenas os dados, páginas web, GEDCOMS que se partilham com outros genealogistas pesquizando a mesma linha ancestral, ou uma amálgama de todos estes formatos.
Acho perturbante o facto de tantos genealogistas mostrarem ter pouca ou nenhuma noção dos assuntos relacionados com os direitos de autor, embora pareçam adorar discutí-los. Eu já vi a violação dos direitos de autor ser confundida com o plágio e até mesmo com a calúnia, embora sejam muito diferentes.
Nas listas de correio electrónico, vi defensores acérrimos da protecção auferida pela lei, contra a violação dos direitos autor e contra o plágio e vi também, com alarme, o lado oposto ser defendido por pessoas que demonstram pouco respeito pela ética envolvida.
A questão dos direitos de autor, no que respeita às informações digitalizadas está longe de estar resolvida. Nos Estados Unidos, a legislação para a actualização da lei dos direitos de autor, no que diz respeito à protecção das bases de dados (o tipo de protecção que deverão ter) está presentemente perante o Congresso. O debate teve lugar no dia 18 de Março em Washington, D.C. Eu passei os olhos pela lista das entidades interessadas que prestaram declarações, e não vi nem uma só que representasse os interesses genealógicos e que é, na minha opinião, um dos segmentos da população que mais usa as bases de dados online, e cujo tamanho aumenta de dia para dia.
É divertido lembrarmo-nos como os genealogistas dos EE UU bombardearam a Comissão Federal de Comunicações quando pensaram que iam ter que pagar mais pelos serviços da Internet.
O "Acto contra a piratagem da informação," H.R. 354, presentemente perante o Congresso, tem muito mais implicações para os genealogistas, do que qualquer preço que tenham que pagar pelo privilégio de fazer algumas das suas pesquisas online.
Caríssimos, a genealogia é um negócio importante. E tornou-se importante devido à Internet. Nós os genealogistas, temos especial interesse na maneira como as leis que governam a Internet são redigidas. Leis que favorecem as grandes companhias que compilam bases de dados para venda podem, ou não, ser um perigo para a genealogia. Pelo menos, deveremos manter-nos informados e fazer ouvir a nossa voz. A legislação proposta, assim como os testemunhos mais importantes, estão no site http://www.arl.org/info/letters/index.html
E já que está envolvido nas políticas da informação online, considere também um assunto que lhe é relacionado. Acredito que já é mais que tempo da comunidade genealógica reconhecer o grande impacto que a Internet teve na genealogia.
Acredito que é de especial interesse para as organizações genealógicas online, que colaborem na criação de princípios de ética semelhantes à "Netiquette Guidelines" criadas por Arlene H. Rinaldi da Universidade do Estado da Flórida. Precisamos de estabelecer critérios e tomar a responsabilidade de informar e educar os nossos colegas genealogistas, que os direitos de autor e o plágio são assuntos sérios que não podem nem devem ser encarados frìvolamente.
Um dos benefícios da genealogia online é a oportunidade de partilhar informações e recursos. Não deixemos que a ignorância anule o benefício.